• Luís Fernando Oliveira

Você entende de Liturgia?

Ah! Duvida? Pois eu vou te provar. Em primeiro lugar, se você está lendo este jornal – e é óbvio que está – você não é do tipo de católico que vai à igreja só para “assistir” à missa. Você se interessa pelos assuntos relacionados a sua fé. Você não está lendo este jornal em busca de anúncio de emprego, do resultado do jogo de seu time, da cotação do dólar ou de fofocas.


Em segundo lugar, se você chegou até este ponto, você já leu mais de 200 palavras e gastou pelo menos um minuto de seu precioso tempo, só com esse texto. E o que isso prova? Que o assunto interessou a você. E como dizia meu fi nado e sábio sogro: “o interesse é a mola que move o mundo”.


Com esse perfi l, não há como fi - car alheio à liturgia, você já faz parte dela, mesmo que não tenha se dado conta disso.


É como respirar. Quando você entra na igreja, você respira liturgia seja na celebração da Eucaristia, do Batismo, do Matrimônio, de algum outro sacramento ou de uma bênção. Se você não sabe bem a diferença, podemos conversar sobre isso em outra ocasião.


O primeiro sinal de liturgia que você encontra é a acolhida. Sim, aquela pessoa que recebe você na porta da igreja, com um sorriso no rosto e um livrinho ou folheto na mão, realiza uma função litúrgica, prevista no parágrafo 105 da IGMR. O que é isso?!


Perdoe-me, eu disse que não vim ensinar liturgia, mas não vejo como deixar de citar (de vez em quando) a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR). Trata-se de um documento ofi cial da Igreja Católica, publicado com autorização papal em 2002 pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. A IGMR reúne as orientações fundamentais para uma boa celebração da missa.


Quando preparo pais e padrinhos para o Batismo, costumo dizer que nada na Igreja acontece por acaso, tudo tem um sentido. Quem não entende o porquê das coisas pode até fi car chateado em certas celebrações e não aproveitar bem a riqueza do rito.


O rito é uma sequência de palavras, cantos e gestos estabelecida pela Igreja para bem cumprir a fi nalidade própria de cada celebração. Algumas partes são essenciais, outras complementares. Alguns atos são reservados aos sacerdotes e outros são próprios para os leigos.


O importante é que todos nós – você, eu, seu vizinho de banco – temos uma função litúrgica na celebração da missa. Mesmo que ninguém tenha pedido a você para fazer alguma coisa, mesmo que você não saia de seu lugar, mesmo que você esteja “nem aí”. Um simples “amém” que você responda em algum momento da missa é um ato litúrgico, é um “sim” que você dá a algo que foi proposto pela Igreja e para a Igreja, através do presidente da celebração.


Quando você aceita o convite para “fazer uma leitura”, é como se você se tornasse um “membro honorário” da equipe de liturgia. Na verdade, é mais que isso; você aceita exercer um ministério especial, ainda que por poucos minutos.


Ministério signifi ca serviço, em nosso caso, serviço a Deus e a Seu Povo. Há vários ministérios na Igreja. E Deus, em sua infinita sabedoria, concedeu a você vários dons, dentre os quais ao menos um que você pode colocar a serviço de Deus. Não importa de qual Pastoral você participe, mas, em algum momento, você vai acabar “entendendo de liturgia”.


Envie seu comentário ou sugestão. Aguardo você para outra conversa! Luiz Villela celebrar2019@gmail.com


JORNAL METROPOLITANO




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