• Renata Quirino

Terço de 31 de maio dedicado a Nossa Senhora Desatadora de Nós


Nos Jardins do Vaticano, diante da imagem Nossa Senhora Desatadora de Nós à qual é muito devoto, o Papa Francisco elevará sua oração recitando o Terço no dia 31 de maio. Uma oração que será expressa em particular nas cinco intenções que dizem respeito aos tantos nós a serem desatados, agora firmemente unidos à humanidade, especialmente neste tempo de pandemia. É assim que na próxima segunda-feira à tarde se encerrará o mês mariano e a maratona de oração que começou na Basílica Vaticana e uniu o mundo através do Terço recitado todos os dias com uma intenção específica em 30 Santuários em todos os cinco continentes. É uma oração destinada sobretudo a invocar o fim da pandemia e o reinício das atividades.


Santuários do mundo rezam o terço para o fim da pandemia

A celebração do Terço começará com uma solene procissão, guiada pelo Bispo de Augsburg, que levará o ícone a um lugar especial nos Jardins do Vaticano, que para a ocasião se tornará um verdadeiro Santuário ao ar livre. Acompanhando a procissão estarão as crianças que receberam sua Primeira Comunhão de uma paróquia de Viterbo, adolescentes crismados da paróquia de São Domingos de Guzmán, um grupo de escoteiros de Roma, algumas famílias e por alguns religiosos representando todo o povo de Deus. Os jovens da Associação SS. Pedro e Paulo carregarão o ícone de Nossa Senhora, com a Guarda Suíça e a Gendarmaria do Vaticano como guarda de honra. A procissão será animada pelo coro da diocese de Roma e pela Banda de Arcinazzo Romano. Os jovens da Ação Católica, algumas famílias de recém-casados e uma família de surdos onde nasceu uma vocação religiosa, se unirão à oração.

O ícone

O ícone que representa a Nossa Senhora encontra-se em Augsburg, Alemanha, e consiste em uma pintura a óleo sobre tela feita pelo pintor alemão Johann Georg Melchior Schmidtner por volta de 1700. A pintura retrata Nossa Senhora desatando os nós de uma fita branca segurada por dois anjos, rodeada de cenas bíblicas que se referem simbolicamente a imagens de esperança, misericórdia e vitória sobre o mal. "Cópia única do ícone original conhecido em toda a Baviera por ocasião de uma peregrinação das dioceses bávaras a Augsburg realizada no ano de 2015, será trazido a Roma pelo bispo de Augsburg, Dom Bertram Johannes Meier", que o presenteará ao Papa Francisco, informa o comunicado do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, que organizou a iniciativa da maratona de oração. A escolha desta imagem quer representar uma oração particular para que Nossa Senhora interceda para "desmanchar" o sofrimento que uniu o mundo neste tempo de crise sanitária, mas também as relações econômicas, psicológicas e sociais. O Papa sempre demonstrou uma forte devoção a esta imagem, e difundiu seu culto, particularmente na Argentina.

Os cinco nós

O primeiro nó a desenodoar é o dos "relacionamentos feridos, da solidão e da indiferença, que se tornaram mais profundos nestes tempos". O segundo nó é dedicado ao desemprego, "com particular atenção ao desemprego juvenil, desemprego feminino, desemprego dos pais de família e daqueles que estão tentando defender seus empregados". O terceiro é representado pelo "drama da violência, em particular a que irrompe na família, no lar, contra as mulheres ou explodiu nas tensões sociais geradas pela incerteza da crise". O quarto nó se refere ao "progresso humano, que a pesquisa científica é chamada a apoiar, compartilhando descobertas para que sejam acessíveis a todos", especialmente aos mais frágeis e pobres. O quinto nó a ser desatado é o do cuidado pastoral, para que "as Igrejas locais, paróquias, oratórios, centros pastorais e de evangelização possam redescobrir entusiasmo e novo impulso em toda a vida pastoral" e "os jovens possam se casar e construir uma família e um futuro".

Fonte: Vatican News

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