• Renata Quirino

Pe. Vítor Coelho de Almeida recebe estátua em sua homenagem, na cidade de Sacramento/MG



Pe. Vítor nasceu na cidade de Sacramento/MG, em 22 de setembro de 1899, onde também foi batizado. Era filho de Leão Coelho de Almeida e Maria Sebastiana Alves Moreira. Seu pai era natural de São João da Barra (RJ). Não teve formação religiosa e por isso, não era um católico praticante. Tornou-se, porém, um católico fervoroso  em 1911, após ter alcançado a promessa de colocar seu filho Vítor em colégio católico. Sua mãe, natural de Sacramento (MG), era uma mulher meiga e piedosa. Ambos se casaram na matriz de Sacramento, a 20 de janeiro de 1897, tendo 5 filhos. Leão foi professor primário na região do Triângulo Mineiro. A mãe faleceu ainda jovem, de tuberculose, e o pai Leão ultrapassou os 90 anos. Vítor foi o segundo filho e teve uma infância atribulada. De temperamento extrovertido não foi uma criança dócil e piedosa, tornando-se a cruz de seu pai. Aos 7 anos esteve à morte por três dias, com febre alta que comprometeu seus pulmões. Em duas outras ocasiões a tuberculose ameaçou sua vida: em 1921, quando estudava Teologia na Alemanha, e em 1940, durante a santa missão na cidade de Ribeirão Preto (SP). Em 1911, o menino entrou para o Colégio Redentorista de Santo Afonso, em Aparecida. Após os estudos, recebeu o hábito redentorista em primeiro de agosto de 1917 e fez os votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, após o ano de Noviciado, em 2 de agosto de 1918, na cidade de Perdões (SP). Iniciou os estudos superiores em Aparecida, e  em 1920, foi transferido para a Alemanha, para dar continuidade à sua formação. Foi ordenado padre em Gars am Inn, em 5 de agosto de 1923, voltando para o Brasil em setembro de 1924. Padre Vítor trabalhou com muito zelo nas Santas Missões, na Rádio Aparecida e no Santuário de Aparecida. Foi um bom catequista, dedicando-se com amor às crianças. Não queria que elas sofressem o que ele sofreu por falta de formação religiosa. Durante 10 anos (1931 – 1940) dedicou-se, como missionário, à pregação das santas missões, revelando seu carisma extraordinário de pregador da palavra de Deus. Anunciando a misericórdia de Deus, levou grande número de pessoas à conversão de vida. Seu carisma e fama atraía multidões. As crianças, especialmente, não perdiam a missãozinha especial para elas. Sabia despertar nas crianças e jovens o interesse pela vocação religiosa. Muitos missionários redentoristas, padres diocesanos e religiosos lhe devem a vocação. Atingido gravemente pela tuberculose durante a grande missão na cidade de Ribeirão Preto (SP), em agosto de 1940, retirou-se em janeiro de 1941 para o Sanatório da Divina Providência, em Campos do Jordão (SP). Ali, sujeitou-se com resignação ao penoso tratamento da tuberculose, onde aprendeu com o Cristo Sofredor, o mistério da dor e da solidão. Esteve muito mal durante quatro anos (1941 a 1944), chegando a perder um dos pulmões. Ele atribuiu sua cura à oração do servo de Deus, Padre Eustáquio, que o visitou em 1943. No Sanatório ele transformou o ambiente, despertando nos doentes o amor à vida e muita confiança em Jesus Cristo e Nossa Senhora. Em 1949, já curado, voltou para Aparecida, onde Deus lhe indicou um novo caminho de ser missionário: o anúncio da palavra de Deus no Santuário e na Rádio Aparecida. Iniciou, então, sua missão de pregador carismático da palavra convertedora aos romeiros. Incentivou a fundação da Rádio Aparecida, e desde sua fundação em 1951, foi sua voz profética durante 36 anos. Seus assuntos prediletos eram: Catequese, Sagrada Escritura, formação de comunidades rurais, saúde pública, sanitária e Doutrina Social da Igreja. A audiência cativa de seus programas era enorme. O povo o chamava de santo já em vida. Mas ele lutou muito contra seu gênio agressivo e extrovertido, herdado de sua avó paterna, natural de Champagne, na França, a senhora Victorine Cousin. Humilde, sabia pedir perdão, o que fez muitas vezes em público. Considerava-se indigno de ser sacerdote por causa do mau comportamento de sua infância. Costumava dizer: “Sou filho da Misericórdia de Deus. Ele me tirou do lodo, de lá de baixo, para me colocar em alto na vocação sacerdotal”. Foi nessa direção que desenvolveu toda sua vida espiritual e seu zelo apostólico. Fé inquebrantável, conformidade com a vontade de Deus, dedicação e fervor na oração e ardor no zelo da salvação das almas. Com grande unção procurava incutir nos seus evangelizados a mesma confiança na misericórdia de Cristo e de Maria. A devoção a Nossa Senhora Aparecida foi a força de sua piedade pessoal e de seu zelo na prática da vida religiosa. Tornou-se muito admirado pelo povo, especialmente dos devotos de Nossa Senhora Aparecida. Os romeiros que vinham a Aparecida, depois de satisfazerem suas devoções a Nossa Senhora, não dispensavam a palavra e a bênção do Padre Vítor Coelho. Foi por meio dele que a Consagração a Nossa Senhora Aparecida ganhou repercussão nacional. A primeira exibição da Consagração foi num programa da mesma rádio no dia 30 de maio de 1955, mas se popularizou um ano depois, em 1956, com o Padre Vítor Coelho de Almeida, que havia escrito a primeira fórmula da oração. Padre Vítor faleceu em plena atividade apostólica, em Aparecida, no dia 21 de julho de 1987, aos 87 anos de vida. Os restos mortais de Padre Vítor encontram–se na Capela do Memorial Redentorista em Aparecida (SP), onde muitos devotos fazem seu momento de oração, pedindo e agradecendo a intercessão do Servo de Deus. Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida.

No dia 22 de setembro, fazemos memória do nascimento do Servo de Deus, Padre Vítor Coelho de Almeida, acontecido no ano de 1899 em Sacramento/MG. Com o processo de beatificação em andamento, Padre Vítor será homenageado com a inauguração de uma estátua, ao lado da Paróquia Basílica do Santíssimo Sacramento, onde ele foi batizado.

A inauguração acontece neste dia 22/09, às 18h, seguida de Missa Campal às 19h, e será transmitida pelas redes sociais da Arquidiocese e da Basílica. Teremos a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Paulo Mendes Peixoto, dos missionários redentoristas de Aparecida, e de padres diocesanos de nossa Arquidiocese.


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