• Renata Quirino

Igreja celebra São Pio X, o Papa que pregava e vivia a pobreza


Conhecido como o Papa da Eucaristia, São Pio X trouxe muitas contribuições para a Igreja Católica, como o Código de Direito Canônico e um Catecismo

A Igreja celebra, nesta sexta-feira, 21, São Pio X, o Papa que pregava e vivia a pobreza. “Nasci pobre, vivi na pobreza e quero morrer pobre”, deixou escrito em seu testamento. Ao longo de seu pontificado, ficou conhecido por incentivar a comunhão diária de todos os fiéis, além de permitir que as crianças comunguem – desde que entendam quem está na Hóstia Consagrada.

Seu nome era Giuseppe Sarto e nasceu em Risse, povoado de Veneza, Itália, em 1835. Ainda menino, sofreu a perda de seu pai e quis deixar os estudos para ajudar sua mãe. Ela, porém, o impediu. Então, Giuseppe continuou estudando no seminário graças a uma bolsa.

Após ser ordenado, foi nomeado vigário, pároco, cônego, bispo de Mantua e cardeal de Veneza, estando nove anos em cada cargo. Brincando, dizia que só lhe faltavam nove anos de Papa. Em 1903, Sarto tomou o nome de Pio X. Um de seus primeiros atos como Pontífice foi recorrer à constituição “Commissum nobis”, a fim de terminar com o suposto direito de qualquer poder civil para interferir em uma eleição papal.

Mais adiante, redigiu e aprovou decretos sobre o Sacramento da Eucaristia, nos quais recomendava e elogiava a comunhão diária, com a possibilidade de que as crianças se aproximassem para recebê-la a partir do momento que entendessem quem está na Santa Hóstia Consagrada. Isso foi o suficiente para que passasse a ser chamado de o “Papa da Eucaristia”.

“Padre santo”

Pio X sempre defendeu os fracos e oprimidos como fez ao denunciar os maus entendimentos aos quais eram submetidos os indígenas nas plantações de borracha do Peru. Visitava cada domingo os pátios, esquinas ou praças do Vaticano para pregar e explicar o Evangelho do dia. Durante uma audiência pública, um participante lhe mostrou seu braço paralisado e lhe pediu que o curasse. O Papa se aproximou sorridente, tocou o braço e disse: “Sim, sim”. E o homem ficou curado. Entretanto, sempre foi modesto e singelo.

Quando alguém o chamava de “padre santo”, ele corrigia sorrindo: “Não se diz santo, mas Sarto”, em referência ao seu sobrenome de família. Em 1914, depois de tê-la profetizado, eclodiu a Primeira Guerra Mundial. “Esta será a última aflição que me manda o Senhor. Com gosto daria minha vida para salvar meus pobres filhos desta terrível calamidade”, disse. Poucos dias mais tarde, sofreu uma bronquite e morreu em 20 de agosto.

Foi canonizado, em 1954, pelo Papa Pio XII, e foi o primeiro a ser elevado os altares depois de Pio V em 1672.

FUNDADOR DA DIOCESE DE UBERABA

A fundação da Diocese começou por volta de 1896, com dom Eduardo Duarte Silva, que até então era bispo de Goiás Velho. Perseguido por políticos da região goiana, ele foi para o Triângulo Mineiro. Em 1902 solicitou ao Papa Pio X que a Diocese de Uberaba fosse criada.

A criação ocorreu no dia 29 de setembro de 1907, depois da construção de Catedral de cimento armado no Alto das Mercês, a antiga igreja da Adoração. A posse de Dom Eduardo foi efetivada em 24 de maio de 1908 com a publicação do Breve Apostólico. Com 55 anos de criação, a Diocese foi elevada à condição de Arquidiocese e passou a responder como sede da Província que inclui Uberaba, Patos de Minas, Uberlândia e Ituiutaba.

Atualmente, a Arquidiocese conta com 60 Paróquias Territoriais, 01 Paróquia Pessoal (Saúde), 05 Quase Paróquias.

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