• Renata Quirino

Exigências pascais

Olhando para o calendário normal dos cristãos podemos ver que o período pascal ainda está acontecendo. Às vezes dizemos que a Páscoa é todo dia, não é questão de período, mas de vida concreta. Se Páscoa significa “passagem”, mudança de atitudes, então ela implica fortes exigências transformadoras, de saída de uma realidade de sofrimento para construir situações novas e saudáveis.



Estamos ainda em tempo de pandemia, de sofrimento e medo causados pela agressividade do coronavirus. Como exigências pascais, de transformação da atual realidade, toda sociedade precisa vivenciar a Páscoa, ajudando nas mudanças necessárias, cada pessoa fazendo sua parte para impedir a proliferação do vírus. É surreal ver a morte de tantas pessoas contaminadas sem fazer nada!


No Antigo Testamento a Páscoa já era muito valorizada e celebrada pelo povo da Aliança, no sentido de agradecimento. Uma das referências fortes, que marcou o sentido da Páscoa, foi a saída do povo do Egito, com a travessia do Mar Vermelho e a longa caminhada pelo deserto, chegando à terra prometida. Foi sem dúvida, uma mudança sofrida e de muitas mortes, mas também de conquista.


Hoje atravessamos o deserto da pandemia. Muitas pessoas estão ficando pela estrada, mas não podemos desanimar por causa das dificuldades e sofrimentos do caminho. Realidade que provoca em toda a humanidade uma sensação de fragilidade e compromisso de fé. A Páscoa sempre teve dimensão de submissão a Javé, que parece faltar na prática de vida das novas gerações.


O Brasil atravessa um deserto muito difícil. Além da questão viral muito grave, temos também o problema institucional, a briga sem precedentes entre os poderes da República, peregrinando por uma via muito confusa. Toda a nação sofre com essas atitudes de irresponsabilidade dos nossos “legítimos” representantes. Até parece que a pandemia é um detalhe sem muita importância para o país.


As exigências pascais supõem prática do mandamento novo do amor e do “Espírito da Verdade”, superando todo tipo de mentiras e hipocrisias presentes na atual cultura. Sem essas mudanças teremos uma situação cada vez mais marcada por hostilidades, como é o caso do coronavirus. O mundo não pode continuar negando os valores do Evangelho, senão faltará a proteção divina.


Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.

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